A Ordem das Rosas Vermelhas
O JOALHEIRO
-São lindos!
-São brilhantes cravejados em ouro branco, minha senhora.
-Realmente muito lindo...
-Esta esmeralda foi polida e lapidada cuidadosamente até sua última aresta.
-Maravilhosa.
“Sim, maravilhosa...” pensou o jovem rapaz que estava parado do lado interno do balcão. Permitiu-se desviar o olhar da madame pomposa que, de forma tão indecisa escolhia um anel. Desviou o olhar para além do vidro da joalheria onde as pessoas passavam apressadas, outras paravam e, como se estivessem hipnotizadas, acariciavam com o olhar, cheio de desejo, aquelas peças que jamais teriam. No que pensariam? O que passaria por duas mentes obscuras quando admiravam os símbolos de ostentação de um mórbido poder? O brilho da ganância era refletido em seus olhos até que... despertariam de seu torpor. Trazidas com violência para a sua realidade. Continuariam trilhando os caminhos de sua existência. Para elas, aquela vitrine voltaria a assombrar suas mentes. Para o jovem vendedor, aquelas pessoas deixariam de existir à partir do momento em que saíssem de seu campo de visão, limitado pala vitrine.
Continua...
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