domingo, 3 de abril de 2011

♞ CAGLIOSTRO ♞

Olá caros leitores(as). Peço-lhes desculpas pelos mais de 2 meses de inatividade, mais imprevistos sempre acontecem e só aumentam a expectativa para o próximo capítulo. ALFA já avançou desde a última postagem mas eu não o considero pronto, ainda, para publicá-lo. Bom, assim para saciar-vos, deixo aqui o início de um outro conto chamado CAGLIOSTRO que comecei a escrever em uma comunidade de contos e trago para este blog agora. Espero que gostem, boa leitura e qualquer/toda sugestão é bem vinda.

Para os que curtem essa parafernália eletrônica meu twitter é @daviarteac . Ainda estou começando a usar (risos). Chega de papo, vamos ao conto!


Cagliostro
24 set 

O som da chuva nos telhados de cerâmica das antigas casas compunham uma 

sinfonia harmônica sendo acompanhada pelo som que o choque das gotas produziam ao se chocar contra a rua calçada de pedra.


O melódico e exótico som era vez ou outra marcada pelo ensurdecedor som dos trovões, a fúria da natureza parecia cair sobre aquela pequena viela espanhola. O compasso da música era dado pelo som cadenciado do duro solado das minha botas batendo contra os paralelepípedos que outrora, no passado, haviam presenciado tempos de glória e prosperidade, mas que ultimamente recebiam apenas a chuva e o lixo.



Essa noite as paredes presenciariam uma cena que não testemunhavam há séculos.


Não havia ninguém nas ruelas, a lama chapiscava na barra de minha capa. A cada passo eu estava consiente de todo e qualquer barulho, por mínimo ruído que seja, a origem de cada tilintar metálico proveniente de meus bolsos, cintos e coldres.


Os lampiões jaziam apagados, balançando e rangindo a cada rajada furiosa de vento. O céu clareava como uma tenebrosa pintura surrealista a cada lampejo, seguido de um estrondo... estaria o martelo de Thor forjando alguma arma nos céus?



Todas as luzes apagadas dentro das casas, nem ao menos os bares e prostíbulos estavam abertos. A rua estava morta. Apenas duas criaturas moviam-se na cidade: a caça... e o caçador...A maioria acha que alguém na minha posição deveria estar nervoso, tenso, com medo, esses sentimentos fúteis dos humanos... Mas não... Já sou experiente... Meu campo de visão resumia-se apenas à borda do capuz de minha capa, a grossa cortina de água não me deixava ver mais que dez metro e meio, mas meus olhos ENXERGAVAM muito mais. Meus tímpanos vibravam como um sonar.



Pode parecer sobre humano mas ainda não viste a amaldiçoada alma que perambula do outro lado da cidadela. Ela já havia detectado-me e com seus poderoso membros de locomoção, vinha ao meu encontro. Apenas um sairía inteiro daquele lugar...


A criatura não era nada discreta ao se aproximar, eu podia sentir as vibrações de seu galope no chão molhado, suas unhas riscando a pedra secular eram um zumbido em meu ouvido, estaria à minha frente em pouco minutos. Continuei andando, observava o rastro de destruição nas paredes casas, telhado. Mas um trovão ensurdecedor. Os habitantes estavam encolhidos em seus cubículos que com orgulho chamam de casa. Nenhum tinha a coragem ou a loucura de encarar seus medos personificados ali fora na forma daquela besta.

As poças d'água tremiam e faziam ondulações com a vibração da corrida desenfreada da besta. Respirei fundo, fechei os olhos e com uma mão retirei o capuz, senti a chuva molhar meus cabelos e as gotas escorrerem pelo meu rosto, virei a face para os céus, com os olhos fechados, murmurrei uma súplica e olhei para frente, estava pronto! agora não havia espaço para a dúvida e hesitação, muito menos para o medo...


Bom meus caros, espero que tenham gostado, este conto continua dependendo dos comentários...

3 comentários:

Lorena M. disse...

Parabéns, estou curiosa pelos próximos capítulos...

Anônimo disse...

Realmente tá te parabéns...


a espera de : ALFA!!!

♞ Davi Arteac ♞ disse...

Muito obrigado, continuem lendo. Demora um pouco para sair eu sei =/

A motivação de publicar aqui são os comentários de vocês!

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